A composição do novo logótipo da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho assenta na conjugação de quatro elementos distintos que caraterizam e identificam a freguesia de Vilar de Andorinho. O elemento textual «Junta de Freguesia Vilar de Andorinho» identifica e associa a natureza institucional da autarquia com o seu logótipo.

O traçado curvilíneo superior, em tons de verde e castanho, representa o Monte da Virgem, com as suas zonas verdes de pinhais e campos. O traçado curvilíneo inferior, em tons de azul, reproduz o Rio Febros, que atravessa a freguesia e que ao longo da história foi um elemento determinante no desenvolvimento do território.

O elemento constituído por um círculo com a cruz inscrita representa a Pedra de Lijó, conservada junto à Ponte de Lijó e inserida no Caminho de Santiago, com os seus traços de antiguidade que caraterizam a freguesia.

 

RIO FEBROS – Rio Febros é um topónimo conhecido na idade média e de importância relevante para servir de referência geográfica nos documentos medievais locais.

Foi o primeiro nome da freguesa, Vilar de Fevoros. Provavelmente relacionado com o castro Guedes, alcantilado sobre o Febros e que na época medieval ainda tivesse alguma importância estratégica e de núcleo povoado.

MONTE – O Monte Grande é a face sul da mesma elevação que na sua crista se chamava Serra de Santiago. Domina a localidade. No seu ponto mais alto, a 230m, divide-se da freguesia de Oliveira do Douro. É pelas vertentes nascente, sul e poente que a freguesia se espraia.

O Monte Grande, ou da Virgem, é um acidente orográfico que pertence a uma crista granítica, que vem desde o rio Douro, junto ao Mosteiro da Serra do Pilar, e se estende para sul, indo além da freguesia de Seixezelo e o limite do concelho.

O monte é um dos “ex-libris” gaienses. Desde o início do século XX, sobretudo pelo ensejo e devoção do Padre Luís, da freguesia vizinha de Oliveira do Douro, ao dogma da Imaculada Conceição, as gentes da região subiam o monte em peregrinação. Construi-se primeiro uma capela e, em 1937, inaugurou-se o Monumento Imaculada Conceição, consagrando o monte à Virgem.

CAMINHO SÃO TIAGO – Pequeno lanço conservado da antiga estrada do Porto a Viseu, por Arouca e São Pedro do Sul, junto à antiga ponte de Lijó, hoje da Cunha; assim batizado de Caminho de Santiago por alusão aos caminhos medievais que seguiam até aquele Santuário Cristão.

Em 1543, quando mencionam esta estra nas confrontações, o destino é Arouca e, em 1912, já o destino é Arnelas. Estamos a falar da mesma via que entrava na freguesia vinda de norte, junto aos Arcos do Sardão. Em Vilar, virava para nascente passando junto à capela de S. João de Batista de Baixo ou do Conde e seguia sempre até ao lugar de Serzedo. Voltava para sul, seguindo paralela à atual EN 222, que aproveitou parte junto a Lijó; virava para sul pela rua da Torre e para nascente pelo atual Caminho de Santiago, em direção à Ponte de Lijó, onde cruzava o Febros. Junto à ponte, no lajeada da estrada, está gravada uma Cruz, simbolizando o Salvador ou a Santa Cruz. A sua orientação é a base para nascente e o cabeção da cruz para poente.